O proprietário do armazém de material pirotécnico que explodiu na quarta-feira em Tui, na Galiza, foi detido na manhã desta segunda-feira, pela segunda vez, por posse ilegal de explosivos, disse à Lusa fonte da Guarda Civil de Pontevedra.

A mesma fonte adiantou que Francisco González Lameiro será presente ao juiz, num prazo de 72 horas. Segundo aquela força policial, a nova detenção foi ordenada na sequência da descoberta, no domingo, de um terceiro armazém "ilegal", contendo material explosivo.

Neste armazém foi encontrada mais de uma tonelada de produtos para fabricar pólvora, noticia hoje o jornal La Voz de Galicia, adiantando que o homem lidera uma rede de armazéns clandestinos de material explosivo.

No sábado, a Guarda Civil havia encontrado o segundo depósito ilegal de material explosivo. Fontes ligadas à investigação disseram à agência noticiosa EFE terem sido encontrados 374 quilos de pólvora e 172 de outros produtos para fabrico de explosivos.

Tanto no sábado como no domingo, o homem apresentou-se voluntariamente às forças de segurança, mas nunca avisou o que estava armazenado em cada local ou que poderia haver mais locais de armazenamento ilegal", lê-se hoje no jornal galego.

Na sexta-feira, o tribunal de Pontevedra aplicou a medida de coação de apresentações quinzenais às autoridades ao proprietário do armazém de pirotecnia. Esta medida de coação foi fixada após uma primeira detenção do homem, consumada na sequência da explosão do armazém, alegadamente ilegal.

O homem ficou desde logo indiciado pela prática dos crimes de homicídio por negligência, danos e lesões por negligência, risco de catástrofe na modalidade de risco provocado por explosivos e outros agentes.