Sete condenados por terrorismo foram enforcados, esta terça-feira, em quatro prisões do Paquistão, elevando para 17 o número de execuções desde que, em dezembro, foi levantada a moratória a esta prática depois do ataque sangrento a uma escola.

Quatro dos executados - Shahid Hanif, Talha Hussain, Khalil Ahmed e Behram Khan - foram condenados à pena máxima em duas prisões do sul do Paquistão, de acordo com a imprensa local.

Os três primeiros foram executados por matarem um funcionário do Ministério da Defesa paquistanês em 2001, enquanto Khan foi enforcado por assassinar um advogado em 2003.

Os outros três réus foram executados em duas prisões da província oriental de Punyab: Zulfiqar Ali por matar dois policías e Mushtaq Ahmed e Nawazish Ali pela sua implicação em dezembro de 2003 nas duas tentativas de homicídio do então Presidente Pervez Musharraf.

O massacre levado a cabo numa escola a 16 de dezembro, que resultou na morte de 132 crianças e 12 professores, e reivindicado pelo principal grupo talibã do Paquistão, o TTP, levou o primeiro-ministro paquistanês, Narwaz Sharif, a ordenar o levantamento da moratória sobre a pena capital em casos relacionados com o terrorismo, vigente desde 2008.

As autoridades do Paquistão anunciaram que mais de 500 condenados por terrorismo serão executados nas próximas semanas.