A chegada de um furacão é um motivo de grande preocupação para as áreas que o fenómeno atravessa. Numa altura em que a população dos estados este, dos EUA, começou a ser retirada, há uma portuguesa que se prepara para a chegada do furacão Florence.

O Florence é um dos mais fortes furacões a atingir os estados da Carolina do Norte e Sul nos últimos anos. A tempestade vai aproximar-se da costa na categoria 3, a terceira mais grave da escala Saffir-Simpson, com ventos que podem ultrapassar 200km/h.

“Podemos ficar sem eletricidade e internet, mas estamos preparados”, disse Ana Teresa, em declarações à TVI24

Ana Teresa Galizes tem 30 anos e está há 20 nos Estados Unidos da América e considera este furacão “o mais forte a atingir a zona desde 1999”. A portuguesa radicada no outro lado do Atlântico conta que, nesse ano, o furacão Floyd obrigou-a a refugiar-se nas montanhas, mas com o Florence a preparação é diferente.

“Para já só recolhemos alguns objetos que estavam no exterior, estamos à espera das atualizações”, afirma a portuguesa, emigrada nos EUA

Com a tempestade a perder alguma força à medida que se aproxima da costa, devido à temperatura das águas, Ana Teresa conta que para já só “retiraram as cadeiras e mesas que tinham no exterior”. “O maior receio prende-se com a queda de árvores ou a subida das águas dos rios”, afirmou a portuguesa que vive em Raleigh, capital da Carolina do Norte.

A portuguesa aproveitou ainda as últimas horas para comprar alguns produtos alimentares, mas conseguiu apenas comprar legumes e fruta, “o pão e o leite estavam já esgotados”. Apesar desta dificuldade a rotina mantém-se e o marido, norte-americano, dirigiu-se para o trabalho sem qualquer constrangimento.

As próximas horas vão ser decisivas e o real impacto do furacão só vai ser conhecido quando atingir a costa. A evacuação das zonas costeiras é obrigatória e 1,5 milhões de pessoas já foram retiradas.A NASA revelou imagens que mostram o Florence visto a partir do espaço captadas por astronautas da Estação Espacial Internacional.

Por agora, Ana Teresa Galizes está apenas preocupadas com as plantas que tem no exterior. As atualizações mostram que o furacão deve chegar à zona onde reside como uma intensidade inferior à que se verifica na costa, mas como “todos os cuidados são poucos”, a portuguesa diz que vai continuar atenta e mostra-se preparada para tudo o que possa acontecer.