O norte-americano de origem afegã detido por suspeita de envolvimento nos ataques com bombas em Nova Iorque e Nova Jérsia, Ahmad Khan Rahami, foi na segunda-feira acusado de tentativa de homicídio.

Os ataques de sábado, que feriram 29 pessoas em Manhattan e levaram ao cancelamento de uma corrida do corpo de fuzileiros dos Estados Unidos em Nova Jérsia, aconteceram no mesmo dia em que um homem de origem somali, com possíveis ligações ao grupo extremista Estado Islâmico, esfaqueou várias pessoas no Minnesota, causando nove feridos.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que se encontra em Nova Iorque para a Assembleia Geral da ONU, apelou aos norte-americanos que não “cedam ao medo”.

Obama descartou uma eventual ligação entre as explosões em Nova Iorque e Nova Jérsia e o ataque num centro comercial do Minnesota, onde, segundo a polícia, o atacante fez "algumas referências a Alá".

Ahmad Khan Rahami, de 28 anos, foi inicialmente detetado por um polícia no exterior de um bar em Linden, Nova Jérsia, cerca de três horas depois de o FBI divulgar uma fotografia sua e o descrever como "armado e perigoso".

Quando o agente abordou o suspeito, este sacou imediatamente de uma arma e baleou o polícia no tronco, atingindo o colete à prova de bala.

Seguiu-se um tiroteio em que Rahami foi várias vezes atingido. O suspeito foi levado para o hospital e operado.

As autoridades norte-americanas disseram, entretanto, que não estão à procura de mais nenhum suspeito relacionado com estes ataques e afastaram a possibilidade de que exista uma célula terrorista em Nova Iorque.