O senado dos EUA aprovou a divulgação de um relatório da CIA considerado confidencial, que critica o tratamento dado aos suspeitos de terrorismo do 11 de setembro.

O relatório com 6300 páginas conclui que técnicas de obtenção de informação como «afogamentos simulados» e outros métodos de interrogatório utilizados pela Cia eram excessivamente cruéis e ineficazes.

Segundo a «Sky News», o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, disse que o presidente Barack Obama vai instruir a agência de inteligência a finalizar o processo de «desclassificação» rapidamente.

No entanto o porta-voz da CIA, Dean Boyd, já afirmou que o processo pode demorar.

«Nós devemos aos homens e mulheres que conduziram este programa, pelo menos tentar, assegurar que qualquer história é verídica», disse.

O presidente do comité da inteligência do senado norte-americano, Sen Dianne Feinstein, afirma que o relatório expõe a brutalidade que se opõe aos valores da nação.

«Mancha a nossa história e nunca mais pode voltar a acontecer».

Feinstein e outros senadores acusam a CIA de enganar o governo sobre a eficácia do programa, nomeadamente em declarações feitas ao então presidente, George Bush e ao seu congresso.

Por sua vez, membros da agência afirmam que o senado falhou em entrevistar os oficiais que autorizaram ou supervisaram as interrogações «brutais», e consideram a investigação incompleta.

Antes da divulgação do documento, a CIA terá oportunidade de apagar as passagens que achar que comprometem a segurança nacional.

Feinstein espera que o relatório escape à censura da agência e chegue venha a público nos próximos 30 dias.