Um criminoso que matou um homem numa estação de serviço de Kansas City (EUA), em 1994, foi condenado à morte na quarta-feira - a nona execução em Missouri este ano.
 
Leon Vincent Taylor, de 56 anos, foi declarado morto às 00:22 na prisão estadual em Bonne Terre, no Missouri, minutos depois de receber uma injeção letal. Com a morte de Taylor, Missouri torna-se no Estado americano com mais execuções num ano.
 
Taylor matou a tiro Robert Newton, durante um roubo num posto de gasolina em Independence, Missouri. Taylor também tentou matar a enteada do trabalhador, presente na altura, mas a arma encravou.
 
O destino de Taylor foi decidido na terça-feira quando o governador Jay Nixon recusou-se a conceder clemência e o Supremo Tribunal dos Estados Unidos rejeitou a apelação.
 
Numa declaração final, Taylor pediu desculpa à família de Newton, porque «as nossas vidas tiveram de se entrelaçar de forma tão trágica» e agradeceu à sua família pelo apoio e amor.
 

«Também estou arrependido por vos ter trazido a este momento da minha vida para testemunhar e/ou participar. Mantenham-se fortes e levantem as cabeças para o céu», disse Taylor.

 
De acordo com os registos do tribunal, Taylor, Owens e a meia-irmã, Tina Owens, decidiram roubar um posto de gasolina, em 14 de abril de 1994. Newton estava na estação de serviço com a enteada.
 
Taylor entrou na loja, tirou uma arma e disse a Newton para colocar 400 dólares (320 euros) num saco. Newton concordou, Willie Owens pegou no dinheiro e foi para o carro.
 
Taylor ordenou a  Newton e à criança para irem para outra divisão. Newton pediu a Taylor para não o matar em frente à rapariga, mas Taylor disparou. O criminoso ainda tentou matar a enteada, mas a arma encravou, então trancou-a nessa divisão e o trio fugiu.
 
Taylor foi preso uma semana depois do crime, quando a polícia respondeu a uma chamada telefónica.
 
Em 2002, o Supremo Tribunal dos EUA decidiu que apenas um júri poderia impor uma sentença de morte. Os advogados de Taylor sustentaram o recurso com base na decisão do Supremo Tribunal de Missouri, após a decisão da Supremo Tribunal dos EUA, alterar pelo menos 10 sentenças de morte, de arguidos condenados por um juiz, a prisão perpétua - todos, exceto Taylor.
 
Numa altura em que tem havido complicações com as injeções letais em Oklahoma, Ohio e Arizona, a execução de Taylor ocorreu sem quaisquer problemas visíveis ou complicações com o medicamento ou o equipamento.