Duas mulheres nos Estados Unidos da América, mãe e filha, esperaram 82 anos para se encontrarem e se conhecerem. O encontro, muito emotivo, aconteceu no dia 15 de janeiro, num aeroporto de Nova Iorque, e foi registado pela televisão WBNG, que contou a história das duas mulheres.

Lena Pierce, agora com 96 anos, deu à luz a 11 de fevereiro de 1933, num hospital de Utica, em Nova Iorque, com apenas 13 anos, e durante seis meses tomou conta da bebé, a quem deu o nome de Eva May.

Considerando que era nova demais para ser mãe, o Estado acabou por retirar a criança à mãe e entregou-a para adoção.Eva May cresceu em Long Island com o nome de Betty Morrell e como filha única.

Agora Betty (Eva May) Morrell tem quase 83 anos e passou mais de 50 à procura da família biológica, depois de ter perdido a mãe adotiva aos 21 e o pai adotivo poucos anos depois.

 

De acordo com a ABC News, foi um rapaz da vizinhança que disse pela primeira vez a Betty Morrell que ela era adotada.

"Eu nem sabia o que significava adotada", afirma Betty à estação de televisão.

Em busca de respostas, Betty Morrell abordou a mãe adotiva, que lhe confirmou a adoção e lhe disse que a mãe biológica tinha morrido quando ela era bebé.

"Eu percebo porque é que ela disse isso", revela Betty Morrell. "Ela não queria que eu fosse à procura", explica.

Betty Morrell viveu feliz com a família e não procurou pela mãe biológica durante anos. Mas foi após a morte da mãe adotiva que os segredos começaram a ser desvendados.

Betty Morrell percebeu que era adotada depois de um “deslize” de uma tia, que lhe chamou Eva. A partir daí, mais precisamente em 1966, começou uma busca ativa pela família biológica, na Internet e nos hospitais de Utica, onde nasceu, acabando por encontrar o registo de nascimento.

Enquanto isso, também Lena Pierce, que entretanto teve mais sete filhos (quatro raparigas e dois rapazes) de dois casamentos, pensava na bebé que lhe fora retirada.

Foi por isso com lágrimas nos olhos que as duas mulheres se abraçaram pela primeira vez 82 anos depois.

"Já não estou sozinha", disse a filha, quando se reencontraram. "Tenho a minha mãe, tenho irmãs e irmãos. É surreal, mas tão maravilhoso estarmos juntas outra vez passado tanto tempo", acrescentou.

 

“É uma experiência que raramente alguém pode ter na minha idade ou na idade da minha mãe", disse ainda. "É a melhor coisa que me aconteceu”, rematou.