O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse esta terça-feira que “nunca” se reuniu com qualquer funcionário do Governo russo para influenciar as eleições presidenciais de 2016, que deram a vitória a Donald Trump. Num testemunho perante o Comité dos Serviços de Inteligência do Senado, Sessions disse que é vítima de falsos ataques e insinuações. O momento mais tenso da audição deu-se quando o procurador se recusou a responder a questões sobre Donald Trump e foi acusado por um senador de estar a obstruir o inquérito.

Nunca me reuni nem tive qualquer conversa com nenhum funcionário russo ou com qualquer funcionário de qualquer Governo estrangeiro para influenciar as eleições dos Estados Unidos”, disse esta terça-feira perante o Comité, que investiga a suposta ingerência russa nas eleições.

Jeff Sessions disse também que, qualquer sugestão de que tenha conspirado com o Governo russo para influenciar as eleições de 2016 é “uma mentira descarada e detestável”.

Qualquer sugestão de que participei em qualquer conluio com o Governo russo para prejudicar este país, ao qual tive a honra de servir durante 35 anos, ou que tenha minado a integridade do nosso processo democrático, é uma mentira descarada e detestável”, afirmou Sessions ao Senado.

O responsável também disse que confiava em Robert Mueller, ex-diretor do FBI que foi nomeado pelo Departamento de Justiça da administração Trump para conduzir a investigação à alegada interferência da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016 e ao possível conluio com a campanha de Donald Trump.

O procurador-geral dos EUA explicou que se afastou da investigação a 2 de março porque tinha participado ativamente na campanha do agora presidente, Donald Trump, e não considerava apropriado participar na investigação. Mas não, acrescentou, por ter cometido qualquer delito durante a campanha.

A audiência desta terça-feira foi pública, a pedido de Jeff Sessions, por considerar “importante que o povo norte-americano escute a verdade diretamente dele próprio”. No fim de semana, o departamento governamental já tinha adiantado que Sessions compareceria esta terça-feira, mas não tinha precisado se seria um testemunho público ou à porta fechada.

Com esta comparência, Sessions pretende responder ao testemunho emitido na semana passada, perante este mesmo comité, por James Comey. O ex-diretor do FBI sugeriu que Jeff Sessions se afastou em 2 de março da investigação sobre a suposta ingerência russa nas eleições presidenciais de novembro nos EUA devido à sua participação numa série de factos que, por serem considerados como “classificados”, não revelou perante o público.