Um homem obrigou o seu filho de 17 anos a dar-lhe um tiro na perna, com o objetivo de que a lesão atrasasse a sua condenação de 10 anos na prisão, em 2014. De nada lhe valeu, antes pelo contrário. Na passada quarta-feira, esteve presente no tribunal de Portland, Estados Unidos, e recebeu mais três anos e 10 meses de prisão.

O canal de notícias KOIN, de Portland, divulgou que Shannon Egeland, recebeu uma sentença de 10 anos de prisão, pela sua participação num esquema de fraude hipotecária. O crime, que remete ao ano de 2014, foi organizado pela empresa de desenvolvimento de moradias, para a qual trabalhou como vice-presidente.

Um juiz deu a Shannon a possibilidade de se render à prisão. Porém, o homem preferiu elaborar um plano para adiar a sua ida para a cadeia, noticiou o jornal Oregonian.

Shannon Egeland, pediu um seguro de invalidez, um dia antes de ter de se apresentar para cumprir a sua detenção. Foi uma semana depois do pedido do seguro, a 31 de julho de 2014, que obrigou o filho a dar-lhe um tiro na perna. Na sequência do tiro, a perna teve de ser amputada.

A destruição psicológica e emocional, que este réu causou ao menor, é inimaginável.”, escreveu Scott Bradford no memorando do tribunal.

Após o insólito tiro, o filho abandonou a arma a cerca de 50 quilómetros do local. Foi então que o pai, Egeland, chamou a polícia e disse que tinha sido atacado, depois de ter parado na estrada para ajudar uma condutora grávida. Argumentou que tinha sido atingido na cabeça e que tinha respondido ao ataque.

A lesão que sofri não me incomoda. O que mais me incomoda é o meu filho. A dor que ele tem. Se eu pudesse voltar atrás e emendar tudo, eu voltaria, mas não posso. Isso vai perseguir-me o resto da vida.”, declarou, na última quarta-feira, enquanto estava a ser sentenciado no tribunal de Portland.