Hillary Clinton alargou a vantagem para Donald Trump na corrida à Casa Branca, indica o barómetro Reuters/Ipsos revelado na terça-feira. A candidata democrata aumentou de seis para oito pontos percentuais a distância para o adversário republicano, em comparação com o inquérito de opinião divulgado na passada sexta-feira.

Cerca de 43% dos inquiridos são a favor de Hillary Clinton, 35% preferem Donald Trump e 9% escolhem outro, de acordo com a pesquisa realizada online entre 28 de julho e 1 de agosto.

Neste barómetro Reuters/Ipsos foram entrevistadas 1.289 eleitores. O estudo tem uma margem de erro de 3%.

O aumento da vantagem de Hillary Clinton acontece após a Convenção Democrata na semana passada, em Filadélfia, em que a candidata e os simpatizantes pintaram um quadro otimista dos EUA. A subida de Hillary nas sondagens acontece também depois da polémica entre Donald Trump e os pais de um soldado muçulmano do Exército norte-americano morto em combate na guerra do Iraque.

Donald Trump tem sido alvo de uma série de críticas nos últimos dias tanto de opositores quanto de aliados políticos depois de criticar os pais do capitão do Exército Humayun Khan, morto em 2004.

O pai do capitão, Khizr Khan, dirigiu palavras duras contra Trump na convenção democrata, em que discursou na noite de quinta-feira. Khizr Khan disse que o empresário de 70 anos e candidato republicano à Casa Branca "não sacrificou nada, nem ninguém", numa crítica à proposta de Trump de proibir a entrada de muçulmanos nos EUA.

Donald Trump respondeu dizendo que Khan o atacou de forma "odiosa" e sugeriu que o pai do soldado morto estava a repetir frases que lhe tinham sido sugeridas pela campanha de Hillary Clinton.

Num comentário ao caso, o Presidente norte-americano, Barack Obama, criticou Donald Trump e disse que o candidato republicano "não serve" nem está minimamente preparado para liderar os destinos dos Estados Unidos.