O Estado Islâmico (EI) decapitou mais um jornalista norte-americano e agora ameaça matar um homem de nacionalidade britânica. Sem quererem ceder a chantagens dos «jihadistas», nem querendo causar uma nova guerra no Médio Oriente, que estratégias estão Barack Obama e David Cameron a preparar para pôr fim ao EI?

EUA querem resolução da ONU sobre jihadistas estrangeiros

O Presidente norte-americano diz que não tem ainda uma estratégia definida para lidar com a nova ameaça instalada na Síria e norte do Iraque, mas também garantiu que os EUA não se vão deixar intimidar com estas demonstrações de frieza.

A Casa Branca já garantiu que vai enviar 250 tropas para o Iraque, porém, garantiu que seriam apenas para proteger as instalações diplomáticas e pessoal em Bagdade e não para uma intervenção militar.

«Chocados» e «enojados» pelos dois vídeos das decapitações dos jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotloff, tanto Obama como David Cameron, já afirmaram que os dois países não se vão deixar intimidar pelas ações do «novo» califado.

Ambos os líderes tiveram intervenções semelhantes quanto à divulgação do vídeo da decapitação de Sotloff, e quanto a uma intervenção. Tanto o Presidente dos EUA como o primeiro-ministro britânico prometem criar uma coligação de países prontos a fazer frente ao Estado Islâmico, que demorará tempo a ser destruído, diz Obama, mas que será «aniquilado», nas palavras de Cameron, que avisou, ainda, os islâmicos que o Reino Unido não cederá à chantagem dos terroristas. Ou como afirmou Obama, as ações violentas como as decapitações dos jornalistas, só irão «fortalecer a nova coligação».

No entanto, o presidente norte-americano já reclamou apoios para a causa, pois apesar de conseguirem reduzir a influência do Estado Islâmico, há que garantir apoio internacional além do ocidente, para isolar «este cancro».

«Sabemos que temos o apoio da comunidade internacional, podemos continuar a diminuir a esfera de influência do EI, a sua eficácia, o seu financiamento e a sua capacidade militar ao ponto de se tornar um problema controlável. A questão passa por garantir que temos a estratégia certa e que temos o apoio internacional para o fazer. Temos de garantir que estamos organizados com o mundo árabe, o médio-oriente, o mundo muçulmano, junto com a comunidade internacional, para podermos isolar este cancro».



No entanto, o problema do Estado Islâmico não está apenas no Iraque, onde os EUA têm já uma intervenção em curso (ainda que sem homens no terreno), mas sim na Síria, onde não se pode entrar sem consentimento ou apelo do Estado. Caso fosse feita uma intervenção dessas, Obama e Cameron estariam a violar a mesma lei internacional que o Estado Islâmico ignorou.