Um médico que regressou recentemente a Nova Iorque depois de tratar doentes com Ébola na Guiné Conacri contraiu o vírus, anunciou esta sexta-feira o mayor da cidade norte-americana, Bill de Blasio, em conferência de imprensa.

O médico foi colocado em isolamento, naquele que é o primeiro caso de Ébola diagnosticado em Nova Iorque e o quarto nos Estados Unidos.

Craig Spencer, de 33 anos, trabalhava para a organização Médicos Sem Fronteiras. Na quinta-feira, dias após o seu regresso, teve febre e o teste para o vírus deu positivo. Na Guiné Conacri esteve a tratar doentes com esta febre hemorrágica.

O médico saiu a 14 de outubro da Guiné, tendo chegado a Nova Iorque no dia 17, via um voo que passou por um país europeu. Começou a sentir-se cansado na terça-feira, e na quinta-feira teve febre e diarreia.
Contactou de imediato os serviços de saúde da cidade e foi de imediato posto em quarentena no hospital de Belllevue.

O presidente dos Estados Unidos já garantiu que Nova Iorque se preparou «exaustivamente» para enfrentar o primeiro caso de Ébola confirmado na cidade.

Barack Obama conversou ao telefone, na noite de quinta-feira, com o governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, e com o ‘mayor’ da cidade, depois de ter sido revelado que o médico foi infetado com o vírus, informou a Casa Branca.

«Abordaram a chegada de pessoal dos Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), parte do qual já está na cidade, e o envio de uma equipa de resposta adicional na noite de quinta-feira», refere um comunicado.

Mais de 4.800 pessoas já morreram com Ébola desde o início da epidemia, em março, maioritariamente na Libéria, Guiné Conacri e Serra Leoa. Nesta sexta-feira foi conhecida a estreia deste vírus no Mali, onde uma criança de dois anos foi confirmada com o Ébola.