A empregada que ajudou dois homicidas a fugir do estabelecimento prisional de alta segurança de Dannemora, Nova Iorque, teria planeado levar os dois reclusos para casa para que estes matassem o marido, empregado na mesma prisão. A informação foi divulgada por uma fonte ligada ao processo ao jornais "New York Daily News" e "New York Post".

Joyce Mitchell, de 51 anos, foi detida na sexta-feira. Os procuradores norte-americanos acreditam que a empregada, que trabalha como costureira na prisão, forneceu várias ferramentas a David Sweat e Richard Matt, os dois homicidas que fugiram da prisão a 6 de junho.

As informações divulgadas pela imprensa norte-americana ao longo da última semana deram conta de que o plano inicial da empregada era ajudar os dois reclusos a fugir de carro. No entanto, no dia da fuga, Micthell terá desistido e acabou por dar entrada num hospital de forma voluntária.

O procurador Andrew Wylie admitiu que a costureira terá estado envolvida no plano até ao último momento.

"No dia da fuga acho que ela caiu em si e questionou-se: ‘O que raio estou eu a fazer?’,afirmou à Associated Press.


Agora, fontes ligadas ao processo revelaram contornos macabros, segundo os quais Mitchell queria que os dois homicidas matassem o marido, funcionário na mesma prisão.

O procurador Andrew Wylie não confirmou esta intenção. Contudo, adiantou que a funcionária já tinha sido investigada por um alegado relacionamento sexual com um dos fugitivos, David Sweat. Na altura, segundo Wylie, não havia provas suficientes para culpar a empregada.

Os novos dados surgem depois de, na segunda-feira, a NBC ter avançado que o segundo fugitivo, Richard Matt, se aproximou da empregada nos últimos tempos ao ponto de ela achar que ele estava apaixonado.

A caça ao homem entra agora na segunda semana e, para já, as autoridades não têm qualquer informação sobre o paradeiro dos dois homens.