A Casa Branca revelou, por erro, o nome do chefe de estação da agência de espionagem (CIA, na sigla em inglês) em Cabul, durante a visita surpresa do Presidente dos Estados Unidos ao Afeganistão, na noite de domingo. O nome estava na lista dos participantes de uma reunião à porta fechada com Barack Obama, na base aérea de Bagram, realizada quando chegou ao país.

A lista foi entregue ao jornalista do «Washington Post», que estava com a função de informar os camaradas sobre as atividades do Presidente. Os destinatários da lista são os meios de comunicação norte-americanos e estrangeiros assinantes do serviço.

Uma primeira versão incluía o nome do agente da CIA, que aparecia com a função associada de «chefe de estação», termo usado em geral para qualificar o responsável local da CIA num país onde a agência está ativa.

Quando um jornalista do «Washington Post» detetou o erro, contactou os responsáveis do Governo que lhe deram uma segunda lista, onde já não aparecia o nome do espião. Os mesmos responsáveis do Governo norte-americano solicitaram também aos outros jornalistas que acompanham Barack Obama na viagem ao Afeganistão que não revelassem o nome do agente secreto.

A identidade dos agentes da CIA é mantida em segredo para os proteger e às respetivas famílias. A revelação consciente dessa identidade é considerada crime.

Em 2003, assessores do então vice-presidente Dick Cheney revelaram o nome de Valerie Plame, agente da CIA, porque o marido, um embaixador, tinha denunciado publicamente as afirmações do Governo de George W. Bush sobre a presença de armas de destruição massiva no Iraque.