Um dos autores do massacre que, esta quarta-feira, fez 14 mortos num centro de apoio a deficientes na cidade de São Bernardino, Estado da Califórnia, EUA, mantinha contacto com vários extremistas islâmicos por telefone e pelas redes sociais, avança a CNN, que cita fonte policial.

O homem, identificado como Syed Rizwan Farook – que trabalhava há cinco anos no centro -,  terá sido “radicalizado” por terroristas internacionais identificados pelo FBI, e que estão sob investigação, no entanto, as autoridades não confirmam que se tratou de um atentado terrorista.

Ainda que os motivos principais para o tiroteio, que Farook realizou conjuntamente com a sua mulher, possam ter sido problemas no trabalho, a polícia acredita que estes contactos podem ter tido influência na decisão de realizar o ataque.

As autoridades norte-americanas realizaram buscas à residência do casal e encontraram 12 engenhos explosivos, armas e munições. No entanto, todas as armas utilizadas no ataque foram compradas legalmente, adiantou a polícia em conferência de imprensa, segundo a AFP.

"É possível que [o ataque] esteja relacionado com terrorismo. Mas não sabemos. É também possível que esteja relacionado com questões do local de trabalho”, sublinhou esta quinta-feira Barack Obama. O FBI também não descarta a hipótese de atentado terrorista.

O tiroteio aconteceu durante a festa de Natal do centro, o Inland Regional Center, na qual Syed esteve, mas de onde saiu “irritado com qualquer coisa”, explicou o chefe da polícia segundo a Sky US. Terá voltado depois, para perpetrar o tiroteio que durou alguns minutos e tirou a vida a 14 pessoas e feriu outras 21.

Um polícia ficou ferido na troca de tiros com os suspeitos. Está internado, mas não corre perigo de vida.