O estudante responsável pelo tiroteio numa escola em Washington enviou uma mensagem de telemóvel a convidar as vítimas para almoçar e, depois, já sentados numa mesa da cantina, disparou sobre eles.

 

O xerife Ty Trenary, de Snohomish County, disse numa entrevista que os cinco alunos estavam a almoçar, sexta-feira, quando foram baleados por Jaylen Fryberg. O rapaz, de 15 anos, suicidou-se depois de matar os amigos.

 

«A pergunta que todo mundo quer saber é: porquê?», disse Trenary. O xerife confirmou que o revólver usado no tiroteio tinha sido legalmente adquirido pelo pai de Jaylen, mas ainda não se sabe como é que o rapaz obteve a arma.

 

Duas das vítimas, ambas de 14 anos, faleceram: Zoe Galasso morreu no local e Gia Soriano morreu num hospital na noite de domingo.

 

Entre as outras três vítimas estavam dois primos do atirador. Andrew Fryberg, que permanece em estado crítico, e Nate Hatch, que foi baleado no maxilar e é a única vítima que tem mostrado melhorias. Nate escreveu uma mensagem no Twitter: «Amo-te e perdoo-te, descansa em paz Jaylen». Um amigo confirmou a autenticidade do post à Associated Press.

 

«Estamos devastados por esta tragédia sem sentido. Gia é a nossa linda filha e as palavras não podem expressar o quanto vamos sentir sua falta», disse a família de Gia, num comunicado, informando que vai doar os seus órgãos.

 

«Deus sabe o que aconteceu e eu acho que todos nós devemos deixá-lo porque não vamos conseguir descobrir o que aconteceu realmente», disse Don Hatch, pai de Nate, que acrescentou que a família de Jaylen também está a lutar para saber por que é que isto aconteceu.

 

Apesar de os investigadores em Marysville não terem fornecido detalhes, alguns estudantes falaram com a comunicação social sobre o sucedido e contaram que o atirador estava com um olhar calmo. Algumas testemunhas revelaram que o jovem terá agido por motivos passionais.

 

Jordan Luton, um colega, disse à CNN que estava a terminar o almoço no refeitório quando ouviu um grande estrondo. «Ele foi por trás e disparou cinco tiros nas costas deles. Eles eram seus amigos, por isso não foi aleatório», contou Jordan.

 

«É estranho pensar nisso porque, ao vê-lo, parecia ser uma pessoa tão feliz», disse Alex Pietsch, do segundo ano. «Nunca o víamos irritado ou chateado... É surpreendente para mim que ele, de todas as pessoas, seja quem faria isto».

 

Segundos os colegas, Jaylen era um estudante popular. Apenas uma semana antes, tinha sido nomeado o príncipe do baile da escola.

 

No domingo, alunos, pais e dirigentes escolares encontraram-se no ginásio da escola, para lembrar, chorar e falar sobre formas de avançar.