As pessoas que comem mais chocolate têm menos risco de sofrer problemas de coração no futuro, revela um estudo de 12 anos da Universidade de Aberdeen. 

O estudo, publicado na revista Heart, seguiu 20.951 pessoas ao longo de 12 anos e analisou trabalhos publicados ao longo de mais uma década sobre a relação entre o consumo de chocolate e as doenças cardiovasculares.

O chocolate é uma fonte importante de flavonoides, compostos procedentes das plantas que previnem as doenças cardiovasculares. No entanto, os investigadores reconhecem que com os estudos disponíveis não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito entre comer chocolate e ter um coração mais saudável.

“É possível que as pessoas que consomem mais chocolate tenham outros comportamentos que sejam benéficos para a saúde cardiovascular”, reconhecem.


Neste sentido, os amantes do chocolate tendem a ser mais jovens, a ter um índice de massa corporal menor, menos pressão sanguínea ou fazem mais exercício, tudo fatores que reduzem os riscos.

Os investigadores revelam ainda que exista a possibilidade de que as pessoas com maiores problemas cardiovasculares comam menos chocolate. No entanto, a investigação não incluiu pessoas com doenças cardíacas.
A análise mostrou que, comparando as pessoas que não comem chocolate, um maior consumo estava relacionado com menos de 11% de risco cardiovascular e 25% menos de morte relacionada com estas doenças.

Os autores consideram que, no entanto, são necessários mais estudos para constatar, não só a relação entre o consumo de chocolate e um coração saudável, mas também para perceber quais são os mecanismos biológicos responsáveis por esse efeito.

Os investigadores afirmam ainda que “é possível que algumas pessoas não tenham benefícios no consumo de chocolate, como as pessoas com excesso de peso ou diabetes”.

Outra das conclusões do estudo são que os benefícios não acontecem só com o consumo de chocolate negro. Ao contrário do que tem sido dito, o consumo de chocolate de leite também tem benefícios. 

“Isto pode indicar que também os outros componentes, relacionados possivelmente com componentes do leite, como o cálcio, podem proporcionar uma explicação para a associação observada”, consideraram os investigadores.