A mulher do ex-autarca de Iguala, cidade do sul do México, onde desapareceram 43 estudantes a 26 de setembro, foi acusada formalmente de participação em crime organizado, anunciou o Ministério da Justiça mexicano na segunda-feira.

Ao fim de dois meses de detenção preventiva, Maria de los Angeles Pineda foi acusada por um juiz pela «sua provável participação no crime organizado» e por «operações financeiras com fundos de proveniência ilegal», pormenorizou o chefe da agência de investigações criminais, Tomás Zerón.

Irmã de três traficantes de droga, Maria Pineda é considerada pelas autoridades judiciais a principal representante em Iguala do grupo criminoso Guerreros Unidos, suspeito de ser o autor do provável massacre dos 43 estudantes no Estado de Guerrero.