Uma professora foi morta a tiro por um estudante, esta segunda-feira, na Estónia durante um tumulto numa escola secundária em Viljandi, no sul do país.

Segundo as autoridades locais, o adolescente de 15 anos, que foi detido, utilizou uma arma registada em nome do pai para atirar sobre a professora, Ene Sarap, de 56 anos, no que foi o primeiro caso deste tipo naquele Estado báltico.

«O tiroteio aconteceu durante uma aula de alemão em que a professora foi fatalmente ferida», disse a porta-voz da polícia, Kristina Kostina, à agência France-Presse. 

O incidente aconteceu numa sala de aula da escola Paalalinna, onde estavam outros quatro estudantes, que saíram ilesos.

De acordo com o jornal «The Postimees» o atirador era um bom aluno que recentemente tinha começado a partilhar imagens de armas e outras alusivas à guerra, no Facebook. Numa das publicações o jovem terá incluído uma legenda onde pedia para não o julgarem por ser introvertido: «Não me julguem porque sou calado. Ninguém planeia um homicídio em voz alta», terá escrito.

O Presidente da Estónia, Toomas Hendrik Ilves, já reagiu ao sucedido, sublinhando que se trata de «uma tragédia» para o país.

«Não é uma tragédia de uma escola ou de uma cidade; é uma tragédia para toda a Estónia», disse em comunicado.

Também o primeiro-ministro, Taavi Roivas, lamentou a morte da professora.

«Não sabemos o que causou o incidente, mas a violência nunca pode ser aceite como uma solução. Este tipo de coisas não devia acontecer. As minhas sinceras condolências aos familiares e amigos da professora», declarou em comunicado. 

A estação de televisão do país ERR avançou que o rapaz teria usado um revólver, mas a polícia não confirmou esta informação.

Como se trata de um menor, o atirador enfrenta até 10 anos de prisão se for considerado culpado de homicídio involuntário.

Os tiroteios na Estónia são muito raros. Segundo o ranking de 2007 do Observatório de Armas de Pequeno Porte, o país ocupava a posição número 65 relativamente à posse de armas de fogo.