Os confrontos e a troca de ameaças entre Donald Trump e Kim Jong-un colocaram os holofotes internacionais em Guam, uma pequena ilha no Pacífico, a cerca de 3400 quilómetros da Coreia do Norte.

Na terça-feira, o presidente norte-americano avisou a Coreia do Norte de que “é melhor não fazer mais ameaças aos Estados Unidos” ou “eles terão como resposta fogo e fúria como o mundo nunca viu”. O regime norte-coreano respondeu, algumas horas depois, e anunciou que está a ser estudada a possibilidade de atacar, com mísseis, a ilha de Guam, um território “não incorporado” dos Estados Unidos.

A ilha vulcânica, de 541 quilómetros quadrados, está situada no Pacífico, entre o estado norte-americano do Havai e as Filipinas. Representa um ponto vital para as operações militares dos Estados Unidos, porque garante acesso a zonas de conflito, como o Mar do Sul da China, a península coreana e o Estreito de Taiwan.

O território, conhecido por “a ponta da lança”, está coberto de bases militares norte-americanas, que, atualmente, albergam seis mil tropas, um número que Trump quer reforçar. Na ilha de Guam, estão também guardados importantes bombardeiros e um esquadrão de submarinos da frota dos Estados Unidos.

Com pouco mais de 160 mil habitantes, a ilha de Guam é a maior das Ilhas Marianas e a sua economia é baseada no turismo e nas bases militares. É um território “não incorporado” dos Estados Unidos e, por isso, é gerida por um governador norte-americano. Apesar de ter um representante no Senado, este não tem direito de voto.

Guam foi conquistada, em 1898, por Espanha, juntamente com outras ilhas oceânicas, como as Filipinas, Cuba e Porto Rico. Em 1944, os Estados Unidos recuperaram o domínio do território.