Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira que vão sair da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), acusando a organização de ser anti-israelita. A decisão foi divulgada através de um comunicado do Departamento de Estado norte-americano e Israel seguiu o mesmo caminho.

A saída dos EUA da UNESCO terá efeito a partir de 31 de dezembro.

Segundo o comunicado, os EUA estão preocupados com "o aumento de dívidas" da UNESCO e criticam os preconceitos anti-Israel que, segundo os norte-americanos, persistem dentro da organização. Por isso, Washington considera que é "necessária uma reforma da organização".

Esta decisão não foi tomada de ânimo leve e reflete as preocupações dos EUA com o aumento de dívidas da UNESCO, a necessidade de uma reforma fundamental na organização e o facto de continuarem preconceitos anti-Israel na UNESCO", sublinha o comunicado.

Os EUA vão conservar um estatuto de observador, em vez da sua representação na agência da ONU sediada em Paris.

A UNESCO já reagiu à notícia, lamentando a decisão da administração de Donald Trump num comunicado assinado pela diretora-geral, Irina Bokova. 

"Depois de termos recebido uma notificação oficial do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, como diretora-geral da UNESCO quero expressar profunda tristeza pela decisão dos Estados Unidos em saírem da UNESCO."

"A universalidade é essencial à missão da UNESCO para construir a paz e a segurança internacionais face ao ódio e à violência, pela defesa dos direitos humanos e da dignidade humana", acrescentou Bokova em comunicado.

Na sequência da decisão dos Estados Unidos, Israel também anunciou que vai sair da UNESCO.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, “deu instruções ao ministro dos Negócios Estrangeiros para preparar a saída de Israel da organização, paralelamente aos Estados Unidos”, informou, em comunicado, o gabinete do chefe do Governo de Israel.

A UNESCO tornou-se um teatro do absurdo, onde se deforma a história em vez de a preservar”, refere a mesma nota.