Os Estados Unidos retiraram formalmente, esta sexta-feira, Cuba da lista de países apoiantes do terrorismo. O anúncio foi deito pelo Departamento de Estado, em comunicado. 

A iniciativa elimina um obstáculo para o reatar definitivo das relações diplomáticas entre os dois países, suspensas desde 1961, e era esperada depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, ter apresentado, em meados de abril, uma proposta neste sentido.

Obama (democrata) notificou o Congresso norte-americano, atualmente controlado pelos republicanos, e deu um prazo de 45 dias para os legisladores analisarem a medida. Um prazo que terminou esta sexta-feira.

A decisão ocorreu apenas três dias depois da histórica reunião que Obama e o seu homólogo de Cuba, Raúl Castro, celebraram no Panamá na Cimeira das Américas. 



Cuba estava na lista desde 1982, quando os EUA devam como provado o apoio de Havana a grupos armados marxistas na América Latina, bem como a elementos da ETA e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, prestando exilo no seu território. 

No entanto, a saída de Cuba da lista não terá efeitos práticos em relação ao embargo imposto sobre a ilha. Normalmente, saindo do grupo de apoiantes do terrorismo, as sanções seriam levantadas, porém, só o Congresso pode anular o embargo. 

Em dezembro de 2014, Washington e Havana tinham anunciado o início das negociações para o reatar das relações, cortadas desde 1962.O momento considerado histórico foi marcado pela libertação e troca de prisioneiros.  

Obama e Castro anunciaram uma maior facilidade de viagens de um país para o outro, autorização de exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba, assim como uma autorização para os norte-americanos importarem bens até um valor máximo de 400 dólares. Foram anunciados ainda novos esforços para melhorar o acesso de Cuba à Internet. 

Em abril deste ano, antes do início oficial da cimeira, Barack Obama e Raúl Castro tinham apertado a mão e trocado algumas palavras de cortesia. O mesmo tinha acontecido em 2013, na cerimónia fúnebre do ex-líder sul-africano, Nelson Mandela. Na altura já decorriam negociações secretas entre os EUA e Cuba.