Dois bombardeiros supersónicos da Força Aérea dos Estados Unidos voaram esta terça-feira sobre a Coreia do Sul para advertir o regime de Pyongyang de que os dois países "estão preparados para responder" às ameaças à segurança na região.

Ladeados por aviões de combate sul-coreanos e norte-americanos, os dois bombardeiros B-1B voaram peto da base de Osan, a cerca de 50 quilómetros a sul de Seul, segundo um comunicado das Forças Armadas dos EUA e da Coreia do Sul.

Com o envio para a Coreia do Sul destes dois bombardeiros, que estavam na base norte-americana de Guam, no Pacífico, Washington e Seul querem deixar à Coreia do Norte a mensagem de que "estão preparados para responder a qualquer momento às ameaças à estabilidade e à segurança na região", segundo o mesmo comunicado.

A Coreia do Norte levou a cabo, na sexta-feira, a sua quinta explosão atómica, a mais forte até à data e a segunda este ano e que, segundo a televisão norte-coreana, permitiu testar com sucesso a instalação de uma ogiva nuclear num míssil balístico.

O ensaio nuclear levou ao registo de um tremor de terra, de magnitude 5,3 na escala de Richter segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Este foi detetado às 01:30 (hora de Portugal), muito perto da base de ensaios nucleares de Punggye-ri, cenário de quatro testes nucleares anteriores ocorridos em 2006, 2009, 2013 e em janeiro deste ano.

A agência sul-coreana Yonhap noticiou na segunda-feira que a Coreia do Norte concluiu os preparativos para realizar um outro ensaio nuclear num túnel que esteve inutilizado na base de Punggye-ri, no nordeste do país.