Aviões norte-americanos atacaram forças do exército sírio na região petrolífera de Deir el-Zour, no leste do país. O raid levado a cabo durante a noite terá matado cerca de uma centena de soldados, segundo um oficial dos Estados Unidos, ouvido pela agência noticiosa Associated Press.

O mesmo oficial justifica a operação, que está a ser condenda pela Rússia, como uma resposta ao ataque do exército daquele país do Médio Oriente contra forças opositoras ao regime, apoiadas pelos Estados Unidos.

Do lado sírio, a agência noticiosa SANA apresenta outra versão. Refere que o exército atacou elementos do Estado Islâmico e que o ataque aéreo norte-americano na cidade de Khusham, no leste do país, foi uma "agressão" e causou um "massacre".

Dezenas de pessoas terão morrido e ficado feridas, segundo refere a informação da agência síria.

O ataque da coligação liderada pelos norte-americanos mereceu já um comentário crítico da parte da Rússia, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, segundo a agência noticiosa Interfax, a afirmar que os Estados Unidos não pretendem combater o Estado Islâmico na Síria, mas sim, conquistar ativos económicos.

Morte perto de Damasco

Perto da capital síria, em Ghouta, 21 pessoas morreram e 125 ficaram feridas devido a novos raides da aviação síria contra a zona, esta quinta-feira.

A zona é dominada por fações rebeldes que combatem o governo do presidente Bashar al-Assad.

A informação sobre as baixas é adiantada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, na prática, um escritório localizado em Londres, politicamente antagónico ao regime sírio.  

O governo sírio ainda nada adiantou quanto aos novos bombardeamentos em Ghouta, segundo refere a agência noticiosa Reuters.

Fora do palco da guerra, nos corredores políticos e diplomáticos, dada a escalada de violência, Rússia, Turquia e Irão acordaram realizar uma cimeira para avaliar a situação da Síria.