A agência noticiosa do Estado Islâmico divulgou um novo vídeo em que o segundo suspeito do ataque a uma igreja de Saint-Etiénne-du-Rouvray, em França, incentiva os jihadistas a atacar o Ocidente. Os atacantes degolaram um padre e feriram um outro homem na manhã de terça-feira.

As imagens foram gravadas pouco tempo antes do atentado. O segundo atacante identificado, Abdel-Malik, de 19 anos, pede aos apoiantes do Estado Islâmico que realizem ataques em massa como retaliação aos "milhares de ataques aéreos e terrenos" ao califado. 

O jovem dirige palavras em tom ameaçador ao presidente francês Fraçois Hollande e ao primeiro-ministro Manuel Valls. 

Ainda no vídeo, que tem cerca de dois minutos e meio, o jihadista alerta que o Estado Islâmico irá destruir França e que os habitantes dos países que lutam contra o Estado Islâmico na Síria vão sofrer as mesmas consequências que os "irmãos" dos jihadistas.

A polícia francesa identificou Abdel Malik Petitjean na quinta-feira. O jovem vivia numa cidade francesa junto à fronteira com a Alemanha e era procurado pelas autoridades por suspeitas de radicalização, de acordo com a agência Reuters, que cita fonte da investigação. A BBC acrescenta que a identificação foi feita através de testes de ADN.

Em junho passado, os serviços secretos tinham aberto uma investigação a este jovem. De acordo com a BBC, a polícia francesa procurava Petitjean há alguns dias.

O outro suspeito já tinha sido identificado como Adel Kermiche, de 19 anos, que igualmente estava na mira das autoridades depois de ter tentado, por duas vezes, viajar para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico.

O ataque na igreja francesa, onde um padre foi degolado e uma pessoa ficou gravemente ferida, ocorreu num contexto de grande tensão em França, duas semanas após o ataque em Nice, a 14 de julho, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.