A aviação francesa voltou a bombardear, na madrugada desta terça-feira, o principal reduto do grupo extremista Estado Islâmico no norte da Síria. Também a Rússia atingiu alvos em Raqqa. 

Já na madrugada de segunda-feira, França tinha realizado  bombardeamentos contra a cidade de Raqa, em resposta a vários  atentados terroristas em Paris na noite de sexta-feira, e nos quais morreram pelo menos 129 pessoas e mais de 400 ficaram feridas.

Hoje, destruiu um centro de comando e um centro de treino, segundo o Estado-maior das forças armadas de França.

“As forças armadas francesas levaram a cabo, pela segunda vez no espaço de 24 horas, um raide aéreo contra o Daech [acrónimo do Estado Islâmico em árabe] em Raqaa, na Síria", informou o Estado-maior, comunicado citado pela Lusa.

França invocou hoje a cláusula de apoio mútuo da União Europeia, pela primeira vez, formalizando o pedido de ajuda militar e recursos nas missões que tem no terreno na Síria, Iraque e África.  " A França não pode atuar sozinha", argumentou o ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian. 

Entretanto, uma fonte do governo francês disse à Reuters que também a Rússia atingiu alvos do Estado Islâmico na mesma cidade síria, hoje, dia em que o Kremlin revelou que o acidente com o avião russo que caiu no Egito foi mesmo um ato terrorista

Depois de decretado o estado de emergência em França, as autoridades têm levado a cabo operações de fiscalização. 

A juntar às 168 buscas realizadas na segunda-feira, esta madrugada foram efetuadas 128 rusgas, disse à rádio France Info o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

Ontem, as autoridades francesas realizaram 23 detenções e apreenderam 31 armas, incluindo um lança-foguetes, em rusgas feitas em diversos pontos do país.