O homem que se estima ser o carrasco do Estado Islâmico disse em 2010 a um jornalista que a vigilância a que foi sujeito pelos serviços secretos britânicos o fizeram pensar em suicídio, refere o «Mail on Sunday».

Identificado pela imprensa e por peritos como o homem que aparece em vários vídeos de decapitações de reféns ocidentais publicadas pelo Estado Islâmico, Mohammed Emwazi escreveu em 2010, num email a um jornalista do «Mail On Sunday», publicado no sábado pelo jornal, que se sentia «como um morto vivo» devido a essa pressão.

O grupo de direitos humanos Cage, que tinha estado em contato com Emwazi, pós-graduado em informática e nascido no Kuwait, antes de ele ter deixado a Grã-Bretanha, disse que os serviços secretos internos britânicos (MI5) já o tinham referenciado desde pelo menos 2009 e que essa pressão contribuiu para a sua radicalização. De acordo com a organização Cage, o MI6, tentou, sem sucesso, recrutá-lo.