A polícia francesa já identificou o segundo atacante da igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray na região francesa da Normandia, em que um padre foi degolado, num crime reivindicado pelo Estado Islâmico.

Trata-se de Abdel-Malik Nabil Petitjean, de 19 anos, que vivia numa cidade francesa junto à fronteira com a Alemanha, e que também era procurado pelas autoridades por suspeitas de radicalização, segundo a agência Reuters, que cita fonte da investigação. A BBC acrescenta que a identificação foi feita através de testes de ADN.

Em junho passado, os serviços secretos tinham aberto uma investigação a este jovem. De acordo com a BBC, a polícia francesa procurava Petitjean há alguns dias.

O outro suspeito já tinha sido identificado como Adel Kermiche, de 19 anos, que igualmente estava na mira das autoridades depois de ter tentado, por duas vezes, viajar para a Síria para se juntar ao Estado Islâmico.

De acordo com o Le Figaro, em março de 2015, Adel Kermiche foi detido na Alemanha e enviado de volta para França. Na segunda tentativa, em maio do mesmo ano, foi detido na Turquia e cumpriu quase um ano de prisão. Em março deste ano, quando libertado, foi forçado a usar pulseira eletrónica. Só podia sair de casa durante algumas horas por dia.

Ainda de acordo com o Le Figaro, os atacantes tinham um cinto de explosivos falsos. Antes de serem abatidos, os terroristas degolaram o padre Jacques Hamel e feriram outro fiel que se encontra no hospital em estado muito grave.

De acordo com a freira que conseguiu evadir-se do local, os atacantes submeteram os reféns a um ritual de submissão, recitaram um “sermão em árabe à volta do altar” antes de assassinarem o pároco francês e gravaram todo o processo.

Na terça-feira, dois homens armados com facas fizeram cinco reféns numa igreja na Normandia, perto de Rouen, em França, antes de serem abatidos pela polícia.

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque, dizendo que os dois atacantes eram seus "soldados".

De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, os dois atacantes foram abatidos pela polícia "quando saíam da igreja".

Agentes do corpo de elite da Brigada de Investigação e Intervenção (BRI) da polícia puseram fim ao sequestro, que começou entre as 09:00 e as 09:30 (08:00 e 08:30 em Lisboa), cerca das 11 horas locais. 

Este sequestro ocorreu num contexto de grande tensão em França, duas semanas depois do ataque em Nice, a 14 de julho, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.