“Vai haver ataques [terroristas]. Ataques em larga escala. É uma certeza”. Uma certeza deixada pelo primeiro-ministro francês, Manuel Valls, este sábado, na conferência sobre segurança que decorre em Munique, na Alemanha.  

Depois dos ataques terroristas de janeiro e novembro em França, que provocaram mais de 130 mortos e deixaram um país ainda em estado de emergência, o governante vem avisar que “temos de estar plenamente conscientes da ameaça e reagir” e fala em “hiperterrorismo”, segundo cita a AFP.

O Estado Islâmico é o grande visado desta conferência que junta governantes de todo o mundo para discutir a segurança mundial.

O combate aos jihadistas pode ser feito no terreno. A notícia é avançada pelos jornais turcos citados pela AFP. O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, fala numa “estratégia [contra o Estado Islâmico] que pode passar pelo envio de tropas terrestres turcas e sauditas” para a Síria.

Mas, a estratégia para a Síria não reúne consensos. O secretário de Estado norte-americano, John Kerry aproveitou aquele palco, segundo a Reuters, para dizer que a maioria dos ataques russos na síria visam alvos de uma oposição que é legítima.

A Rússia, por seu turno, está representada pelo primeiro-ministro, Dmitry Medvedev.

“Estamos a entrar num novo período de guerra fria”, acrescentando que “quase todos os dias somos acusados de fazer ameaças horríveis contra a NATO como um todo, contra a Europa, contra os Estados Unidos ou contra outros países”, segundo a AFP.

Em Munique foi assinado um cessar-fogo para a Síria, na sexta-feira.