O exército egípcio anunciou, na quinta-feira, ter matado um aliado-chave do Estado Islâmico na península do Sinai.

Trata-se de Abu Duaa al-Ansari, líder do movimento jihadista Ansar Bait al-Maqdis, que jurou fidelidade ao Daesh e que reclama ter abatido o avião russo com mais de 200 turistas a bordo em 2015, quando sobrevoava o Sinai.

A autoridade militar não esclarece, porém, como confirmou a morte de Ansari, nem como chegou até este nome, sobre quem praticamente não existe informação ou até ligação ao Ansar Bait al-Maqdis, uma vez que a liderança deste grupo terrorista era atribuída a Abu Osama al-Masri.

Em comunicado, o exército egípcio diz, ainda, ter matado mais de 45 outros terroristas e ferido dezenas de militantes, além de ter destruído armas e munições.

O movimento jihadista Ansar Bait al-Maqdis conseguiu afirmar-se na península do Sinai após a renúncia ao cargo do Presidente Hosni Mubarak, em 2011.

Apesar de ter como alvo preferencial as forças de segurança egípcias e Israel, reclamou, em 2015, a autoria do atentado ao avião russo que transportava turistas da localidade turística de Sharm El Sheikh, em que morreram as 224 pessoas a bordo.