De restauro caricato passou a grande atração turística. Faz agora um ano que o mundo se espantou com a reparação que destruiu o fresco «Ecce Homo».

Mas o que é certo é que mais de 70 mil pessoas já visitaram a igreja de Borja, em Saragoça.

A octogenária Cecília Giménez destruiu o fresco, sim, destruiu, mas também criou. Foi criadora de momentos únicos.

Um espectáculo visto por mais de 70 mil pessoas, da Europa, Ásia, com a China e o Japão a mostrarem bastante gosto pela aberração. Todos eles, juntamente com outros vindos da América Latina, deixaram 50 mil euros nos cofres do santuário da Misericórdia.

Amadora do restauro, Cecília ficou em estado de choque e internou-se em casa, vítima de uma crise de ansiedade provocada pelo que provocou no fresco do século XIX.

Mas, afinal, até pode ter razões para se orgulhar. Isso mesmo pensa o presidente da câmara para quem esta figuração de Cristo desfigurada deve manter-se já que, diz, foi ela quem colocou a cidade de Borja no mapa.