O socialista Pedro Sánchez prestou hoje juramento como primeiro-ministro do Governo espanhol perante o rei, Felipe VI, tornando-se o sétimo chefe do executivo da democracia espanhola, depois do sucesso de uma moção de censura.

O líder o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) tem agora de apresentar a composição do seu executivo e quando os nomes serão publicados no jornal oficial, o que deverá acontecer nos próximos dias.

Sánchez, de 46 anos, é um economista, mas desde sempre que a política lhe interessou. Em 1993, com 21 anos, filiou-se no PSOE e quatro anos depois foi para Bruxelas tirar um mestrado em Economia Política. Ficou a trabalhar como assessor da socialista Bárbara Dührkop e, mais tarde, foi chefe de gabinete do mais alto representante das Nações Unidas na Bósnia, Carlos Westendorp, durante a Guerra do Kosovo. Voltou a Espanha e entre 2004 e 2009 esteve como deputado na Câmara Municipal de Madrid.

escândalo de corrupção Gürtel que levou à condenação do Partido Popular (PP) fez o Parlamento aprovar, esta sexta-feira, um moção, fazendo cair Mariano Rajoy e elegendo Sánchez.

É caso para dizer que "à terceira foi de vez" e quando menos Sánchez esperava. Tentou em 2015, em 2016, mas acabou sempre por perder as eleições e ficar como líder da oposição. Dois anos depois, é uma moção de censura que o coloca no topo do governo.