O Ministério Público espanhol está a pedir uma pena de prisão de cinco anos para os ex-tesoureiros do Partido Popular (PP), Luis Bárcenas e Álvaro Lapuerta. De acordo com a agência Efe, os ex-responsáveis são acusados de crimes fiscais, apropriação indevida e falsificação de documentos no caso da contabilidade paralela do PP.
 
O departamento de combate à corrupção considera que não houve crime fiscal por parte do PP. Em causa está o recurso a mais de 800 mil euros, de dinheiro proveniente de uma conta paralela, usados para as obras realizadas na sede do partido.
 
O relatório, que foi publicado esta segunda-feira, comprova a existência de contabilidade paralela no PP e considera o partido do Governo responsável civil dos delitos cometidos por responsáveis do PP, mas não avança com nenhuma acusação.
 
O Ministério Público pede ainda 18 meses de prisão para o ex-dirigente do PP, Cristóbal Páez.

Além dos ex-responsáveis partidários, o Ministério Público pede ainda três anos e dez meses de prisão para Gonzalo Urquijo e Belén García, donos da empresa Unifica, que fez as obras na sede do PP.