Ana Julia Quezada, a mulher suspeita de ter estrangulado e matado o pequeno Gabriel Cruz, em Rodalquilar, Espanha, convenceu os pais do menino a oferecer dinheiro a quem fornecesse informações sobre o paradeiro da criança. A informação é avançada, esta terça-feira, pelo jornal El Mundo

A única suspeita de ter matado Gabriel, cujo corpo foi encontrado dentro porta-bagagens de um carro, terá então manipulado os pais do menino, Patrícia Ramirez e Ángel Cruz, para oferecerem uma recompensa de 10 mil euros (ou mais) a quem facultasse informações sobre a criança. Uma situação que acabou por levantar ainda mais suspeitas sobre a mulher. 

No entanto a oferta, que chegou a ser publicitada nas televisões espanholas, acabou por ser retirada. A decisão foi tomada pelas autoridades espanholas, que entenderam que a recompensa poderia por em causa as investigações que estavam em curso. 

Recorde-se que Ana Julia Quezada foi detida no domingo, depois das autoridades espanholas terem apanhado a mulher em flagrante, com o corpo de Gabriel Cruz na bagageira do carro. 

Informações mais recentes dão conta de que o corpo da criança terá sido estrangulado no próprio dia em que desapareceu. Gabriel apresentava vestígios de terra quando foi encontrado na mala do carro. As motivações da mulher para este ato bárbaro são ainda um incógnita. 

Segundo a imprensa espanhola, o Ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, afirmou que a suspeita não está a colaborar nas investigações, nomeadamente na reconstrução dos eventos, permanecendo sempre em silêncio. 

O desfecho trágico do pequeno Gabriel Cruz foi um autêntico choque para toda a Espanha. Esta manhã, mais de 5000 pessoas prestaram homenagem no último adeus ao menino. As cerimónias fúnebres tiveram lugar na capela ardente instalada junto ao Tribunal das Luzes do Conselho Provincial e entre os presentes estava o Ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido, mas também a presidente da Junta de Andalucía, Susana Díaz.