O chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy, anunciou, esta segunda-feira, a intenção do Rei de Juan Carlos de abdicar do trono. Chegam ao fim, 39 anos de reinado de um monarca polémico e com um legado de frases que ficam para a história.

Vale a pena recordar algumas das que marcaram a atualidade e também das que deixaram pistas para o futuro de Espanha.

23 de fevereiro de 1981, em reação ao golpe de Estado falhado: «A Coroa, símbolo de permanência e de unidade da pátria, não pode tolerar de forma alguma ações ou atitudes de pessoas que pretendam interromper pela força o processo democrático que a Constituição votada pelo povo espanhol».

10 de novembro de 2007, na XVII Cimeira Ibero-Americana de chefes de Estado e de Governo que decorre, em Santiago do Chile, para o então presidente venezuelano, Hugo Chávez, que tinha chamado «fascista» a José María Aznar: «Porque não te calas?».



25 de dezembro de 2011, sobre os processos judiciais que envolvem o genro, Iñaki Urdangarin: «A justiça é igual para todos. Qualquer atuação censurável deve ser julgada e sancionada com recurso à Lei».

Também em2011, um ano especialmente complicado para a monarquia espanhola: «Preocupa-me a desconfiança que parece estender-se sobre a credibilidade e prestígio de algumas das nossas instituições».

«Sobretudo as pessoas com responsabilidades públicas, temos o dever de ter um comportamento adequado, um comportamento exemplar», disse ainda nesse ano.

18 de abril de 2012, depois de uma polémica viagem para caçar no Botsuana, em que partiu a anca e teve de ser transportado de urgência, para ser operado em Madrid: «Sinto muito. Errei. Não voltará a acontecer».

Também em 2012, no auge dos movimentos independentistas catalães: «A política com maiúsculas, longe de provocar confrontos, com respeito pela diversidade, serve para somar forças e não para dividi-las».

«É hora de todos olharmos para a frente e fazermos os possíveis para fechar as feridas abertas», acrescentou.