Notícia atualizada às14:30

A auxiliar de enfermagem espanhola infetada com o vírus do ébola permanece «estável», dentro da gravidade da sua situação, depois de ontem os médicos terem chegado a considerar o seu estado como «crítico».

Segundo o «El País», que cita fontes médicas, Teresa Romero permanece internada no sexto andar do hospital Carlos III, em Madrid, e continua a ser o único caso confirmado da doença, apesar de outras 14 pessoas estarem também internadas.

O jornal espanhol avança que todos estão assintomáticos, e que ontem à noite foi dada alta a um enfermeiro, depois de todos os testes a que foi sujeito terem dado negativo.

Quatro dias depois de Teresa Romero ter sido internada, equipas de limpeza estão hoje a proceder à limpeza da habitação onde a auxiliar vivia com o marido, em Alcorcón.

As equipas de desinfeção já tinham procedido à limpeza das zonas comuns do prédio ontem (escadas e elevadores), e estão hoje encarregues de limpar a fação correspondente ao casal.

Entretanto, a ministra da Saúde espanhola, Ana Mato preside hoje a o primeiro Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS), encontro dos «ministros» regionais da saúde que é dedicado, quase na totalidade, à questão do Ébola. Mato vai explicar todos os passos que estão a ser tomados para conter o vírus.

O Governo espanhol, também, aprovou esta sexta-feira a criação de um comité especial, presidido pela vice-presidente do Governo, que vai coordenar e gerir toda a resposta ao vírus Ébola e que será apoiado por um comité científico especifico.

O anúncio foi feito pela própria vice-presidente, Soraya Saénz de Santamaría, numa conferência de imprensa depois da reunião semanal do Conselho de Ministros espanhol em que foi analisada a atual situação do Ébola em Espanha.

«Neste momento a principal preocupação do Governo é o estado de saúde de Teresa Romero. A primeira preocupação é ela e a sua saúde. Queremos manifestar o nosso reconhecimento a todos os profissionais de saúde pela tarefa e esforços que estão a fazer», disse.