A coordenadora do ensino de português na Suíça admitiu hoje que a falta de docentes na zona alemã dificultou o início do ano letivo, obrigando a um novo modelo de contratação.

«Houve necessidade de se recorrer a novo procedimento concursal, simplificado para recrutamento local, e estamos a recrutar os docentes em falta para começarem as aulas após as férias de outono», disse à Lusa Maria de Lurdes Gonçalves, recém-nomeada coordenadora da rede de Ensino do Português no Estrangeiro (EPE).

Este ano letivo, cerca de 12.400 alunos regressaram às aulas em toda a Suíça. «Os horários foram atribuídos aos professores e as aulas começaram a funcionar normalmente», explicou a responsável.

O caso mais difícil foi na zona de Zurique, na parte alemã, já que os docentes, para serem escolhidos, devem ser também qualificados no uso da língua alemã.

«Tal como os pais, também a coordenação não está contente com a situação. Trabalhámos para a resolver e esclarecemos os pais sobre os motivos do atraso, mantendo-os a par das diligências que estavam a ser feitas para solucionar o problema», explicou a responsável.

Segundo Maria de Lurdes Gonçalves, «o número de professores é o adequado às necessidades deste ano letivo». A rede EPE incluía 94 professores em todo o país. São 48 na área consular de Genebra, 28 na área consular de Zurique e 18 na área consular de Berna.

Num breve balanço após ter iniciado funções, a 16 de setembro, Lurdes Gonçalves reconhece que o contexto de crise não favorece o trabalho nesta área.

No entanto, «tem sido realizado trabalho no sentido de uma maior integração e continuará a ser desenvolvido» salientou.

As aulas de português têm lugar nas escolas suíças e algumas integram os cursos EPE nos seus horários.