A Turquia vai ter eleições antecipadas, anunciadas esta segunda-feira pelo presidente islâmico-conservador Recep Tayyip Erdogan.

O anúncio já era esperado, dado que as negociações para a formação de um governo de coligação fracassaram, na sequência das eleições parlamentares de junho.

"Após constatar o fracasso, apesar de todos os contatos feitos desde 9 de julho, não pôde ser formado um conselho de ministros (...) Assim, ao abrigo dos poderes conferidos, o Presidente decidiu renovar as eleições parlamentares"


Este é um excerto do texto publicado depois de uma reunião entre o chefe de Estado e o presidente do parlamento, Ismet Yilmaz, e é citado pela AFP.

Não foi anunciada a data, ao certo, mas Erdogan já tinha indicado o dia 1 de novembro para o novo ato eleitoral.

O Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, do movimento islâmico) governa a Turquia desde 2002. No entanto, perdeu a maioria governamental nas eleições de 7 de junho. Depois, as negociações políticas lideradas pelo primeiro-ministro interino Ahmet Davutoglu com a oposição revelaram-se infrutíferas.

O prazo para a formação de governo terminou no domingo. O Presidente insistiu que não daria mandato à oposição. Daí convocar agora novas eleições.