Vão ser precisos uns 60 aviões para transportar as quatro mil vacas leiteiras de raça Holstein e assim concretizar o plano do empresário Moutaz Al Khayyat, furando o bloqueio político, diplomático e económico erguido por sete países que acusam o Qatar de apoiar grupos extremistas.

semana e meia, Bahrein, Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iémen, Líbia e Maldivas cortaram relações com o Qatar, um dos países mais ricos da península arábica, que tem a seu cargo a dispendiosa organização do Mundial de futebol em 2022.

O bloqueio, especialmente dos países que lhe estão mais próximos - Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos - tem complicado o fornecimento de bens alimentares ao emirato. Tal como de materiais de construção necessários para o projeto de 180 mil milhões de euros, que é o custo estimado das infraestruturas para o Mundial de futebol, segundo o jornal britânico The Guardian. Sensivelmente, o PIB anual de Portugal. 

Dificuldades para Qatar

Com a única fronteira terrestre fechada pela Arábia Saudita, as autoridades do Qatar têm tentado conseguir ligações com aéreas e marítimas com o Irão, situado na outra margem do Golfo Pérsico, com a Turquia e Omã.

Domingo, o Irão, com um históricas hostilidades face aos sauditas, que lideraram o bloqueio, anunciou ter enviado cinco aviões com produtos para o Qatar. E prometeu carregar três barcos com 350 toneladas de comida para o emirato.

Patrão da empresa Power International Holding, localizada em Doha, Moutaz Al Khayyat revelou à agência noticiosa Bloomberg o seu plano para importar vacas.

Inicialmente, pensara fazê-las chegar por barco, mas dadas as dificuldades existentes, planeia agora importar as Holstein da Austrália e Estados Unidos e levá-las através de uma ponte aérea, sem precedentes.