A votação para as eleições gerais em Angola iniciou-se à 7:00 (mesma hora em Lisboa), disse à Lusa a porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Júlia Ferreira.

"Já se vota em Angola desde as sete da manhã", disse a porta-voz da CNE.

Mais de 9,3 milhões de angolanos estão inscritos para escolherem, entre seis candidatos, o sucessor de José Eduardo dos Santos, Presidente da República desde 1979, com a votação a decorrer até às 18:00.

José Eduardo dos Santos votou em Luanda, cerca das 08:30, pela última vez enquanto chefe de Estado.

Perante um forte aparato de segurança e mediático, com dezenas de jornalistas nacionais e estrangeiros, José Eduardo dos Santos, que completa este mês 75 anos, votou, juntamente com a mulher, Ana Paula dos Santos, na escola primária de São José de Clunny, centro de Luanda, onde funciona a Assembleia de Voto n.º 1047.

Também o cabeça de lista do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) nas eleições gerais já votou, cerca das 09:30, na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, em Luanda.

João Lourenço fez um apelo ao voto de todos os angolanos “de Cabinda ao Cunene” e considerou que a votação correu bem, foi “simples e rápida”, mostrando-se confiante que assim é em todas as assembleias de voto em Angola.

"Irregularidades" ultrapassadas

Já o  cabeça-de-lista da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) exortou os angolanos a votarem, num dia em que devem sentir-se "importantes".

Isaías Samakuva, líder da UNITA e candidato a Presidente da República, votou na Universidade Óscar Ribas, município de Talatona, na zona sul de Luanda.

Em declarações à imprensa, Isaías Samakuva disse que o processo eleitoral registou "irregularidades", muitas das quais entretanto ultrapassadas.

"Um novo começo para o país"

Quanto ao cabeça de lista da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Abel Chivukuvuku, depois de ter votado na assembleia de voto n.º 1039, pediu às instituições que tutelam o ato eleitoral para que “cumpram com o seu papel”. 

Espera que seja possível “festejar um momento que pode ser um novo começo” para Angola e que os angolanos desejam essa mudança.