A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana julgou improcedentes os pedidos de invalidação dos resultados provisórios das eleições gerais de 23 de agosto, apresentados pelo partido UNITA e pela coligação CASA-CE, considerando-os inoportunos.

Em declarações à imprensa, a porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, disse que as reclamações das duas formações políticas concorrentes às eleições gerais angolanas foram analisadas, terça-feira, em plenário.

A responsável referiu que a reclamação da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) referia que os resultados provisórios tinham sido divulgados sem ter sido feito o processamento da informação com base nas atas sínteses das assembleias de voto, solicitando assim a cessação da sua divulgação.

A UNITA defendeu também que apenas as comissões provinciais eleitorais de Cabinda, Uíge e Zaire "respeitaram a lei", no que toca ao recurso à "totalidade das atas das operações emitidas em todas as mesas de voto", de cada província, para o respetivo apuramento provincial, que antecede o escrutínio nacional, conforme prevê a lei eleitoral.

Aliás, sem a centralização dos resultados provinciais, nos termos do artigo 131.º da referida lei, não pode haver resultados definitivos, imperativos para a distribuição de mandatos", escreveu o partido da oposição, através de um comunicado.

Depois dos resultados provisórios terem dado a vitória ao MPLA, com 61% dos votos e uma projeção de 150 deputados (maioria qualificada), além da eleição de João Lourenço como próximo Presidente da República, a UNITA logo veio rejeitar. Ainda antes dos resultados provisórios serem tornados públicos, o MPLA já tinha anunciado vitória. A UNITA logo contestou.

Os resultados provisórios das eleições gerais de 23 de agosto divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE) também não foram reconhecidos pela CASA-CE.