A boa disposição de quinta-feira do líder do UK Independence, quando decorriam as eleições no Reino Unido deu lugar a um misto de sentimentos, com alguma desilusão. O partido antieuropeu só conseguiu eleger um deputado - ambicionava ser terceira força política -  e o seu presidente e eurodeputado Nigel Farage foi consequente: anunciou a demissão. "Eu sou um homem de palavra", afirmou. 

"Há um pouco de mim que está desapontado, mas um pouco de mim está mais feliz do que em muitos e muitos anos"


Nigel Farage anunciou que vai retirar-se no verão, mas deixou no ar, segundo a BBC, a possibilidade de se recandidatar em setembro ao cargo que agora abandona.

Sugeriu Suzanne Evans, vice-presidente do partido, para suceder-lhe na liderança interina.

Se ontem estava bem disposto, colocando fotografias e vídeos no Twitter, esta sexta-feira ainda não se pronunciou naquela rede. 

O líder dos Liberais Democratas, Nick Clegg, também já anunciou a demissão, depois da pesada derrota. O partido só conseguiu eleger oito deputados, ou seja, perdeu 48 lugares na Câmara dos Comuns.

Os Conservadores de David Cameron foram os vencedores das eleições deste dia 7 de maio e conseguiram uma maioria absoluta, com 331 deputados (resultado final),  sem necessidade de uma coligação com os Liberais Democratas, parceria que vinha da última legislatura. 

O primeiro-ministro britânico mantém-se, assim, no poder. A reação à primeira projeção foi contida, mas esta sexta-feira, já com resultados oficiais, ficou eufórico com "a vitória mais doce de todas"
 

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