O PSOE já veio anunciar, esta segunda-feira, que Mariano Rajoy deve formar governo o quanto antes, após a vitória com maioria relativa do PP nas eleições deste domingo.

“Creio que devemos ter um governo de Mariano Rajoy o mais cedo possível”, disse Guillermo Fernandez Vara, presidente da Extremadura, em declarações à rádio Onda Cero. “Foi o que os eleitores nos disseram e é o que devemos fazer”.

Mariano Rajoy está confiante em conseguir formar uma maioria de apoio a um governo do PP, em Espanha, no prazo de um mês.

“Vou tentar conseguir uma maioria parlamentar pois, sem isso, é muito difícil, é muito complexo”, como explicou à Radio Cope esta segunda-feira.

O líder do PP está “confiante em conseguir um acordo preliminar no prazo de um mês. Não é lógico que percamos mais tempo”, cita a Reuters.

O PP de Mariano Rajoy voltou a ganhar as eleições em Espanha e melhorou mesmo os resultados em relação às eleições de dezembro (de 123 deputados, passou para 137. Em dezembro, conseguiu 28,71% dos votos e agora subiu para 33,03%). É a terceira vez que Mariano Rajoy vence escrutínios em Espanha: conseguiu vencer um por maioria absoluta, mas quer em dezembro, quer este domingo, fica longe dos 176 deputados necessários para formar Governo com apoio maioritário no Parlamento.

No discurso de vitória, Mariano Rajoy reclamou o “direito a governar”.

O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Pedro Sanchez, ficou em segundo lugar, com 85 lugares, enquanto a aliança de esquerda Unidos Podemos, que as sondagens colocavam em segundo lugar, ficou em terceiro e elegeu 71 deputados, enquanto o partido de centro-direita Ciudadanos conseguiu 32 assentos.

Apenas uma coligação do PP com o PSOE conseguirá reunir os lugares suficientes para que Espanha possa ter um governo de maioria, na sequência das eleições de domingo.

Tal como nas eleições de 20 de dezembro de 2015, os partidos estão obrigados a fazer acordos para conseguir avançar para a investidura de um presidente do Governo e, à exceção de um hipotético acordo PP-PSOE, são necessárias pelo menos três forças políticas para tal.