Notícia Atualizada às 13:39

Quatro ministros do Governo egípcio apresentaram, esta segunda-feira, a demissão. De acordo com fonte oficial, citada pela Reuters, os ministros do Turismo (Hisham Zaazou), dos Assuntos Parlamentares (Hatem Bagato), das Telecomunicações (Atef Helmi) e também do Ambiente (Khaled Abdel-Aal) resignaram.

São indícios claros de cisões no seio do Governo, numa altura em que se adensam os protestos nas ruas. Os motivos para a demissão não foram avançados, mas a agência noticiosa estatal já tinha avançado esta segunda-feira de manhã que havia ministros a considerar resignar, por simpatia com os manifestantes.

A oposição egípcia fez um ultimato a Mohamed Morsi e ameaçou com desobediência civil, se não se demitir até às 17:00 (hora local) desta segunda-feira.

Os protestos deste domingo e da última madrugada resultaram em pelo menos 10 mortos. A violência nas ruas, numa altura em que se assinala o primeiro ano de Morsi no poder, fez ainda 600 feridos.

A sede da Irmandade Muçulmana, partido que apoia Morsi, foi invadida e vandalizada. A AP fala em colunas de fumo a saírem do edifício de seis andares.