Notícia atualizada às 15:50

Pelo menos 10 pessoas morreram e 600 ficaram feridas em mais uma madrugada de protestos em várias cidades no Egito. No Cairo, milhares de manifestantes insistiram na demissão de Mohamed Morsi, enquanto apoiantes do presidente islamita também se manifestaram.

Entretanto, o exército deu 48 horas para responderem às exigências do povo. Caso contrário, os militares irão oferecer «o seu próprio caminho para o futuro».

Numa declaração na televisão, o general Abdel Fattah al-Sisi considerou que os protestos do fim-de-semana contra o presidente não têm precedentes e revelam a vontade popular.

Os protestos estenderam-se a todo o país e, de acordo com o Exército, cerca de 14 milhões de pessoas participaram nas manifestações que assinalaram o primeiro ano de Morsi no poder. A AFP cita fonte militar para avançar que as manifestações deste domingo foram as maiores da história do país. Os mortos são resultado de vários focos de confrontos registados.

Entretanto, o movimento Tamarod (rebelião em árabe) da oposição egípcia deu um prazo até esta terça-feira ao presidente Mohamed Morsi para abandonar o poder e ameaça com uma campanha de desobediência civil caso insista em ficar.

«Damos a Mohamed Morsi até às 17:00 (16:00 em Lisboa) de terça-feira, 02 de julho, para abandonar o poder e permitindo ao Estado a preparação de eleições presidenciais», refere o movimento num comunicado colocado no seu sítio da Internet, citado pela Lusa.

Caso Morsi se mantenha no poder, o movimento garante que à hora marcada será dado o «início da desobediência civil».

Este domingo, um grupo de manifestantes invadiu a sede da Irmandade Muçulmana, o partido que apoiou Morsi nas eleições. A Associated Press relata, esta segunda-feira, janelas partidas e colunas de fumo a sair do edifício de seis andares. Só nestes incidentes terão morrido cinco manifestantes.