A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira o novo quadro de política climática e energética que prevê a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa em 40% até 2030 e o reforço das energias renováveis.

«A ação climática é fundamental para o futuro do planeta e uma política de energia verdadeiramente europeia é-o igualmente para a nossa competitividade. O pacote hoje apresentado prova que abordar as duas questões em simultâneo não é contraditório, levando-as antes a reforçarem-se mutuamente. É do interesse da União criar uma economia geradora de emprego e menos dependente da energia importada, através de uma maior eficiência e do recurso mais generalizado a energia limpa de produção interna», afirmou em Bruxelas o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso.

O chefe do executivo comunitário considerou que o objetivo de reduzir em 40% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030 é «ambicioso« e um «marco economicamente mais rentável na via para uma economia hipocarbónica», apoiado pelo «objetivo de 27% para as energias renováveis».

Neste novo quadro em matéria de clima e energia para 2030, a Comissão exorta ainda o Conselho e o Parlamento Europeu a acordarem, até ao final de 2014, que a União Europeia «preconize a redução de 40% em princípios de 2015, no âmbito das negociações internacionais sobre um novo acordo mundial para o clima que deverão ser concluídas em Paris no final de 2015».

Bruxelas define ainda novos objetivos para as políticas de eficiência energética, um novo sistema de governação e um conjunto de novos indicadores «destinados a garantir a competitividade e a segurança do sistema energético».

«O quadro visa impulsionar a evolução para uma economia com baixo teor de carbono e um sistema energético competitivo e seguro que garanta energia a um preço acessível para todos os consumidores, aumente a segurança do aprovisionamento energético da União Europeia, reduza a nossa dependência das importações de energia e crie novas oportunidades de crescimento e emprego, tendo em conta os potenciais impactos dos preços a longo prazo», referiu o executivo comunitário.

Estas novas diretivas deverão ser analisadas pelos chefes de Estado e de Governo no Conselho Europeu da primavera, que decorre entre 20 e 21 de março, em Bruxelas.