Os líderes da União Europeia reúnem-se esta quinta-feira em Bruxelas com os olhos postos na Ucrânia e os ouvidos apontados para a Grécia, no primeiro Conselho Europeu em que participa o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

Formalmente, a luta contra o terrorismo, o conflito na Ucrânia e a União Económica e Monetária são os pontos em agenda na cimeira informal, mas a questão da Grécia será debatida, no final dos trabalhos.

«A questão da Grécia é para ser discutida, abordada e negociada no Eurogrupo», sublinhou fonte diplomática, reconhecendo que qualquer decisão de política económica que o executivo ateniense tome é importante no âmbito da UEM, tema do Conselho Europeu.


«Um Estado-membro não pode decidir isoladamente medidas que possam ter impacto nos outros», sublinhou a mesma fonte.

Portugal estará representado, na cimeira, pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Quer em sede de Eurogrupo, quer em sede de Conselho Europeu, a posição dos responsáveis europeus é a de ouvintes das propostas concretas que a Grécia tem para apresentar e, a partir daí, trabalhar para se tentar chegar a um acordo na segunda-feira, dia em que os ministros das Finanças da zona euro se reúnem novamente, em Bruxelas.

Sobre a Ucrânia, há uma primeira reunião de trabalho com a presença do Presidente do país, Petro Poroshenko, seguindo-se um debate já só a nível dos líderes da UE, durante o qual a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, François Hollande, irão dar conta das diligências que efetuaram em Kiev e Moscovo e ainda da conferência de Minsk.

Recorde-se que os chefes da diplomacia europeia adotaram, na segunda-feira, novas sanções contra a Rússia e separatistas ucranianos, mas que estão «congeladas» até dia 16, podendo mesmo ser revogadas.

No que respeita à luta contra o terrorismo, o tema será abordado logo no início dos trabalhos (previsto para as 13:00 horas, mais uma do que em Lisboa) na habitual reunião com o presidente do Parlamento Europeu (PE).

Como é habitual nos conselhos informais, não serão adotadas conclusões, mas da reunião deverá sair uma única declaração formal sobre o combate ao terrorismo salientando que a Comissão Europeia apresentará, em abril, uma comunicação sobre o tema e que será analisada no Conselho Europeu de junho.