A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, voltou a defender que a diminuição da despesa pública é «um imperativo», apelando a governantes e cidadãos um controlo para que seja possível avançar com «a desejada redução fiscal».

No discurso de tomada de posse dos novos líderes da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), Brigas Afonso, e da Direção-Geral do Orçamento (DGO), Manuela Proença, a ministra considerou que o controlo o da despesa pública exige um «controlo apertado de execução», que deve ser pedido a todos: governantes, deputados, autarcas, cidadãos, empresas e da própria comunicação social, enumerou.

«Se não houver uma estrutura igualmente eficaz no controlo da despesa, a parte mais importante do esforço fiscal de todos - famílias e empresas - perde-se sem benefício para ninguém. E a desejada redução fiscal perde-se», afirmou Maria Luís Albuquerque.

A governante voltou a defender que «a redução efetiva da despesa pública surge como um imperativo, porque assegura o esforço de consolidação orçamental necessária para reduzir a dívida e cumprir os compromissos internacionais e porque o faz minimizando os custos à economia e abrindo o caminho à redução da carga fiscal».

Anteriormente ao discurso da ministra, o novo diretor-geral da AT apontou, entre os problemas do organismo, a falta de renovação de quadros e considerou que a entrada de mil inspetores é apenas ¿o início¿ da resolução desta situação, como escreve a Lusa.