“O presidente Barack Obama nasceu nos Estados Unidos, ponto final”, admitiu, finalmente, Donald Trump esta sexta-feira, em Washington. 

O candidato republicano colocou um ponto final numa polémica que alimentava há anos, exigindo que o presidente norte-americano apresentasse a certidão de nascimento. Obama nasceu no Hawai em 1961, filho de mãe americana e pai queniano. 

 

 

Barack Obama, por seu turno,desvalorizou o anúncio da declaração de Donald Trump: “Temos coisas mais importantes para fazer”.

“Eu estava muito tranquilo sobre o local onde nasci. Penso que a maioria das pessoas também”, disse Obama aos jornalistas, segundo a Reuters.

Com humor reagiu também o governador do Ohio. John Kasich, que disse que "[Bruce] Springsteen deve estar muito feliz porque 'Born in the USA' [nascido nos EUA] vai provavelmente vender muitos mais álbuns". 

O dia está difícil para Trump. Até o cenário do local onde o candidato ia discursar caiu. Ninguém se magoou, mas um internauta pergunta no Twitter se se tratou de uma "metáfora". 

 

Donald Trump pode ter perdido a batalha, mas não se dá por vencido. A "culpa" desta polémica terá começado com Hillary Clinton em 2008, alegou.  A candidata democrata escreveu, no Twitter, a 16 de setembro de 2016: 

"O sucessor de Obama não pode ser o homem que liderou um movimento racista a propósito do local de nascimento. Ponto final".

 

Resta saber se vai ser mesmo o ponto final na polémica ou se os candidatos vão escrever outro parágrafo até novembro.