Bigode-de-broxa é uma das designações dadas ao corte usado pelo antigo líder nazi, Adolf Hitler, que a revista Letras Libres resolveu colocar na sua capa, sobre uma foto de Donald Trump. Sem pêlos, e com a frase "fascista americano".

A ideia parte e é assumida pelo diretor da revista Enrique Krauze, historiador, ensaísta e um dos mais férreos críticos da pessoa de Trump, no lado sul da fronteira dos Estados Unidos. Após a saída da publicação, já fez ponto de honra em afirmar que a capa diz tudo sobre o que pensa do candidato.

Em boa verdade, Donald Trump também se tem posto a jeito. Desde que considerou os imigrantes mexicanos nos Estados Unidos como "violadores" e "assassínos", até à promesa de construir um muro na fronteira e que até seria o México a pagá-lo.

Enrique Krauze não tem deixado Trump em paz. E já afirmara mesmo, após o primeiro debate entre Hillary Clinton e Trump, que se os indecisos norte-americanos não conseguiram escolher, então "não têm remédio".

 

"Sociopata bêbado de si mesmo"

A capa da edição de outubro da Letras Libres não deixa dúvidas sobre o que pensa Krauze sobre Trump. Tal como outros artigos que tem escrito na revista. Caso das críticas que fez ao presidente do seu país, Peña Nieto por ter recebido o candidato no México.

Se ele ganha a presidência (o que parece improvável), o governo mexicano terá que pesar as dimensões deste erro histórico, amplamente denunciado no México, em todo o espectro político", escreveu Krauze no dia 1 de setembro.

Dia após dia, o diretor da revista mexicana engrossa a campanha anti-Trump. E não se poupa nas palavras.

Donald Trump é um sociopata bêbado de si mesmo. A sua religião é o ódio. O seu Deus é Donald Trump. Também é viciado em adjetivos vazios. Ele não é um homem de palavra ou de palavras, enquanto marcadores de verdade", escreveu Krauze.

Na conta de Twitter do diretor da revista, muitos são os que comentam a capa da edição de outubro da Letras Libres. Aprovam, reprovam ou então preocupam-se simplesmente com a imagem que os Estados Unidos terão no exterior, caso Trump vença. È o caso da atriz Sharon Stone, assumida apoiante de Hillary Clinton.